Carne vegetal é o futuro da alimentação e dos negócios?

Você que acompanha o mercado mundial já deve ter percebido a ascensão repentina das empresas de carne vegetal, certo?

Mas não foi tão repentina assim, já que essas empresas estão trabalhando a vários anos em pesquisa e desenvolvimento desses produtos no Vale do Silício. E isso as torna mais interessante ainda, já que tinham investimento mesmo antes do produto final.

Mas o que as torna tão valiosa que atrai tantos investidores e cada vez mais aumentam seu valor de mercado?

Nesse conteúdo, vou discutir com um olhar mais sobre negócios o futuro da alimentação e dessas empresas, vamos lá?

Escassez é um problema para investidores

Não tenha dúvida disso, a escassez é uma preocupação de vários anos para a humanidade. Investidores têm a tendência de simular previsões do futuro, e um futuro como vivemos hoje é insustentável.

Para a produção de 1kg de carne bovina, são cerca de 17 mil litros de água, um pouco menos que a manteiga, por exemplo, que gasta 18 mil litros a cada quilo. Além do mais, a pecuária para a criação de gado é a atividade que mais contribui para o desmatamento na Amazônia, ocupando 65% da área desmatada. Posso ficar horas mostrando dados e fatos, que muitos ignoram, mostrando a situação atual do planeta, mas não é o objetivo desse conteúdo.

Portanto, investidores possuem total ciência de como fazemos hoje está com seus dias contados, inovação como a carne do vegetal podem e vão assumir o lugar da pecuária tradicional.

Resistência de mercados tradicionais é normal, isso aconteceu com mercados que hoje mudaram totalmente seu core e aqueles que sempre diziam “isso vai demorar para chegar”, estão morrendo como taxistas, locadoras, fotografia amadora, telefonia, etc.

Mercado vegano crescente

Segundo a Isto é Dinheiro, a mudança nos hábitos alimentares impulsiona uma revolução vegana que já movimenta US$ 50 bilhões ao ano e transforma a indústria mundial. Investidores amam previsibilidade, portanto os números só apontam um alto crescimento do mercado vegano para os próximos anos. 

No Brasil, dados do Ibope Inteligência, em pesquisa realizada em abril do ano passado, indicam que a porcentagem que se identifica com o vegetarianismo atingiu 14% da população. Tratam-se de 30 milhões de pessoas. É o equivalente a três vezes o número de habitantes de Portugal ou a metade da Itália.

‘’Os sinais da revolução estão por todo o mundo. Na Itália, a população vegana e vegetariana dobrou de tamanho em cinco anos. Os chineses, que enriqueceram produtores de proteína animal desde o início dos anos 2000, têm outro desafio: aumentar a oferta de proteína sem causar um colapso da produção global. Dessa forma, o país já é o maior mercado global de leites alternativos, o que causou uma queda de 60% no preço desses produtos dentro do país. Na Holanda, foi fundada uma das empresas mais avançadas em carnes alternativas: a Vivera, que esgotou os seus estoques de filés a base de plantas na rede de supermercados britânica Tesco, ao vender 40 mil unidades em uma semana. O Reino Unido possui 22 milhões de pessoas que são enquadradas como “flexitarianas”, aquelas que gostam de comer carne, mas desejam reduzir o consumo. Já a Austrália é considerada o mercado mais atraente para snacks à base de plantas. Entre os ingredientes substitutos estão a quinoa, semente de maconha, grão de bico, algas e até insetos.’

Fonte: Isto é Dinheiro

Isso é motivador e os investidores não estão ignorando essas mudanças. 

As fazendas do futuro

As empresas de carne vegetal são as que estão em evidência no momento, graças a sua coragem de enfrentar gigantes e inovação, dois ingredientes que ao longo prazo, costumam vencer a guerra dos negócios.

A americana Beyond Meat, pioneira da carne vegetal fez seu IPO recente e suas ações saltaram quase 200% desde que a fabricante de hambúrgueres de origem vegetal levantou US$ 240 milhões em sua bem-sucedida oferta inicial de ações, no dia 2 maio.

A demanda por suas ações foi tão grande que sua estreia na NASDAQ, foi a melhor entre os IPOs que arrecadaram US$ 200 milhões ou mais desde antes da crise financeira de 2008, de acordo com dados da Bloomberg.

Falando do mercado brasileiro, a Fazenda Futuro, empresa nacional que também desenvolve carne vegetal recebeu investimento de 8,5 milhões de dólares, com esse aporte o valor de mercado da foodtech brasileira vai para 100 milhões de dólares.

A rodada de investimentos foi liderada pelo fundo brasileiro de Venture Capital Monashees, com participação da Go4it Capital. Com foco em startups de tecnologia, a Monashees é o maior investidor local em três unicórnios: Rappi, Loggi e 99.

Investidores amam empresas de tecnologia e as foodtech são 100% tecnologia, e o melhor: elas unem tecnologia, desenvolvimento social e lucro!

Existem muitas outras empresas do ramo se destacando e fazendo a diferença.

Respondendo a pergunta do título desse texto, na minha opinião que é baseada nos dados atuais de meio ambiente, consumo e tendências, a resposta é sim. Creio que o futuro da alimentação humana será carne vegetal, que agrada tanto os amante de carne e veganos que gostam de carne. Portanto, a longo prazo iremos presenciar uma mudança radical no nosso estilo de vida já que o sistema hoje é insustentável e a tecnologia irá nos ajudar em mais esse problema.

Qual sua opinião em relação ao consumo e o sistema hoje? Deixe um comentário, vou adorar ouvir sua ideias. 

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