Consumo de carne: o que acontece antes de chegar às prateleiras dos supermercados

Imagine que você receberá amigos em casa para o jantar. Acredito que irá ao supermercado para fazer algumas compras, passará pelo setor de carne, abrirá o freezer e pegará um lindo pedaço vermelho de carne para ser o prato principal. Você paga a conta, vai para a casa, faz a janta e tem uma bela noite.

Essa cena relatada acontece diariamente, seja para o jantar, almoço ou para as compras do mês. Nós compramos carne o tempo todo e nem pensamos que aquilo um dia foi um animal cheio de vida. Faz parte da nossa rotina. É comida.

O consumo de carne está na sua vida desde que você ainda era uma criança e o máximo que você lembra de um animal na hora de comprar, é de qual parte do corpo do boi é aquele pedaço.

Mas, você já parou para pensar que aquilo já foi um bicho? Se não tivesse disponível no mercado, você teria coragem de matar para satisfazer suas vontades? Você sequer sabe como é que aquele pedaço “suculento” chegou àquela prateleira?

Por mais rotineiro que isso seja, é importante sabermos de onde vem esse “alimento” e o que você está aceitando ao comer. Preparado? Então acompanhe o post!

A vida e a morte dos bois e das vacas

No Brasil, por mais inacreditável que seja, fazemos um “abate humanizado”. Esse nome se dá, porque diferente da Europa, mantemos o gado livre nos pastos, para que tenham uma “vida digna”.

Depois de engordarem o suficiente em pouquíssimo tempo, são transportados para os centros de abate. Esse caminho que pode durar dias, sem comida, em um espaço minúsculo: é o início do sofrimento.

Normalmente os caminhões com o gado chegam a noite, são descarregados e os animais ficam em lugares superlotados esperando pelo seu fim. E é quando o dia amanhece, que o pesadelo deles começam.

Eles são direcionados para um corredor, onde vai ficando cada vez mais estreito, para que eles fiquem em filas. Depois disso, são atingidos na cabeça com uma pistola de ar comprimido, para deixá-los desacordados — mas não mortos —, então são amarradas argolas em suas patas traseiras para que eles sejam levantados de ponta cabeça. Nesse momento a garganta é cortada para que sangrem até a morte.

Depois, é tirada a carcaça do animal, ele é cortado, embalado e enviado para os mercados e açougues. Voilà, sua picanha está pronta!

Curiosidade: vacas leiteiras têm expectativa de vida de 20 anos, mas são abatidas com no máximo 5 anos.

A vida e morte dos porcos

Gostaria de começar esse tópico relembrando que os porcos são um dos animais mais inteligentes que existem. Eles possuem a inteligência de uma criança de 5 anos e, assim como os bois e as vacas, são seres sencientes — capazes de sentirem prazer, medo e dor.

Pois bem, porcos são criados em uma espécie de gaiola, onde não têm espaço para caminhar, apenas para ficarem levantados e deitados (com muita dificuldade). Por estarem em um espaço pequeno e úmido, muitas vezes ficam doentes e com isso, são submetidos a antibióticos que farão mal para a saúde de quem o for comer, posteriormente.

Depois de um nascimento e uma vida inteira de confinamento, são levados para o abate. Nesse momento, eles são pendurados de cabeça para baixo, e em suas têmporas são colocadas placas de metais, que dão choques para insensibilizar o animal. Infelizmente, alguns animais não são grandes o suficientes para que as placas alcancem, e são levados para a área de degola completamente conscientes.

Depois de degolados e sangrando até quase a morte, são jogados em tanques com água fervente, para que sua pele seja facilmente retirada. Sim, alguns ainda estão vivos quando vão para o tanque.

Após esse sofrimento, são embalados e você pode apreciar um delicioso hambúrguer de picanha com muito bacon.

Curiosidade: os porcos têm expectativa de vida de 15 anos, mas são abatidos com no máximo 6 meses.

A vida e a morte das galinhas e perus

Talvez as galinhas sejam os animais que mais sofrem em toda sua vida. Elas nascem e crescem em lugares minúsculos. Seja em gaiolas entupidas ou em grande galpões onde não conseguem nem se movimentar. Este último, é divulgado nas embalagens de ovos como “ovos de galinhas criadas fora de gaiolas”, como se fosse uma vida feliz.

Seus bicos são cortados para evitar suicídios e brigas, já que ficam deprimidas e irritadas com a situação em que vivem. O bico cortado também serve para que elas não escolham o melhor grão, e comam todos que estão à disposição para ficarem gordas.

Além disso, as galinhas e perus são obrigados a comerem ração que os engordarão mais que o normal, fazendo com que suas próprias patas não aguentem seu peso. Seus pulmões e fígados também costumam parar, devido ao crescimento repentino do peito.

Uma vez identificados em boas condições para o abate, são presos, também de cabeça para baixo, e levados para sofrerem um choque para ficarem desacordados e em seguida, suas cabeças são cortadas.

Depois disso são depenadas, embaladas e você pode comemorar um belo domingo com a família, com uma ave inteira assada em sua mesa.

Curiosidade: os perus têm expectativa de vida de 10 anos, mas são abatidos com no máximo 2 meses e as galinhas têm expectativa de 8 anos e são abatidas em 1 ano e meio já que antes do abate são aproveitados seus ovos.

A vida e a morte dos humanos

Como disse no começo do post, somos criados para comer esses animais sem pensarmos que antes de estarem nos nossos pratos, eram seres pensantes e sencientes.

Infelizmente, não nos contam dos prejuízos para nós mesmos ao ingerir os alimentos, que foram produzidos com tanto sofrimento.

Para se ter uma ideia, fizemos um post onde a Universidade de Oxford, no Reino Unido fez uma projeção onde todos os seres humanos adotavam a uma dieta vegana, e o resultado foi: 8,1 milhões de mortes seriam evitadas, decorrentes de doença arterial coronariana (DAC), acidente vascular cerebral, câncer e diabetes tipo 2, todas relacionadas ao consumo de carne.

Você já tinha parado para pensar em todos esses processos em que o consumo de carne está envolvido? Se você fosse a alguns desses lugares, continuaria comendo esses animais?

Como já disse Paul McCartney: Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos.

Conte nos comentários se você já sabia desses procedimentos e qual a sua opinião sobre eles.

Bia SilvaConsumo de carne: o que acontece antes de chegar às prateleiras dos supermercados

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