Segunda sem Carne: o que é esse movimento e como começar

Já é de conhecimento de muitas pessoas que o consumo de carne está relacionado à várias doenças, além de fazer um grande estrago para o meio ambiente. Você sabia?

Não é atoa que em vários lugares do mundo, cada dia nasce um novo movimento. A Segunda sem Carne é um deles, e a proposta é causar menos impacto ambiental, animal e na sua saúde, assim como o Acordo de Paris, por exemplo.

Talvez você já tenha ouvido falar, mas ainda não entende direito como funciona, quais são os benefícios e aí acaba deixando pra lá. Trago uma boa notícia: vou esclarecer tudo sobre o movimento Segunda sem Carne para você! Agora não tem mais desculpas, hein?!

Como surgiu a Segunda sem Carne?

A segunda sem carne nasceu em 2003 pela organização The Monday Campaigns, junto com a Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, conhecida também como Meatless Monday, em inglês.

Hoje está presente em mais de 40 países e o Brasil é um dos maiores do mundo a adotar esse movimento. Aqui a campanha está presente desde 2009, e foi iniciada pela Sociedade Vegetariana Brasileira e não para que crescer.

Em São Paulo, desde 2017, escolas estaduais já adotaram a segunda sem carne, levando esse conhecimento também para os mais jovens, além de mostrar as diversidades de alimentos nas refeições. Restaurantes populares, como o Bom Prato, também estão substituindo os animais por proteína vegetal nas opções às segundas.

Em 2018, o movimento atingiu 67 milhões de refeições, o que mostra que as pessoas estão tomando consciência de sua importância.

O que é o movimento Segunda sem Carne?

Como o nome já diz, a proposta é que as pessoas fiquem sem comer nenhum alimento de origem animal nesse dia da semana.

O objetivo é que o impacto causado pela alimentação carnista seja reduzido com a exclusão desses alimentos em um dia da semana e que as pessoas se conscientizem em relação a eles também.

Conheça os pilares que fizeram com que o movimento nascesse e continuasse a crescer.

Ética animal

Os animais são seres sencientes — capazes de sentir prazer, dor e felicidade — portanto merecem ser respeitados.

O consumo de carne, ovos e laticínios trazem muita dor para a vida do animal, desde o momento em que ele nasce, até o momento em que ele morre, para virar alimento.

Já fiz um post que fala exatamente como é a vida de cada um desses animais antes de irem para o abate.

Saúde

Segundo relatório da Organização Mundial de Saúde, publicado em 2015, os alimentos embutidos (presunto, peito de peru, calabresa), são classificados como grupo 1 de carcinogênicos, que tem ligação com o câncer. No mesmo documento, também entrou a carne vermelha (boi, porco, cavalo, bode e carneiro) que além de ser classificado no grupo 1, entrou no 2A — que contém glifosato, princípio ativo de pesticidas.

Deixar de comer carne diminuem as chances de algumas doenças, como obesidade, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer. A universidade de Oxford fez um estudo que projetava uma vida onde todas as pessoas seriam veganas, o resultado: 8,1 milhões de mortes seriam evitadas.

Meio ambiente

Uma alimentação baseada em animais, traz sérios danos ao meio ambiente. São necessários 17 mil litros de água para produzir 1kg de carne, além disso, são emitidos 332 kg de carbono e metano para o mesmo kilo.

Para conseguir produzir tanta carne, só no Brasil, 70% da Amazônia foi desmatada, para virar pasto. O gado, além de ocupar um grande espaço que poderia ser utilizado para plantação de grãos para alimentar mais pessoas, acabam contaminando água e o solo, tornando-o inutilizável para plantio após a estadia dos animais ali.

Foi criado um acordo mundial, chamado de Acordo de Paris, para evitar que a temperatura do mundo subisse mais 2º, e o fator que mais causa prejuízo para o efeito estufa é a quantidade de gases emitidos na criação de gado por ano.

Como aderir à Segunda sem Carne?

Se convenceu de que o movimento é importante mas ainda não sabe como começar? Não tem problema, vou passar algumas dicas.

1. Vá com calma

Se tirar todos os alimentos de origem animal do seu dia parece ser uma tarefa muito difícil, comece pelo almoço, depois vá para a janta, até que você verá que não é nada impossível passar um diazinho só sem comer bichinhos e seus derivados.

2. Acompanhe a Hashtag

Exatamente! Existe uma hashtag #segundasemcarne em que todos publicam seus pratos no dia para inspirar as outras pessoas a participarem. Se no meio do dia bater uma vontade de comer queijo ou algo do tipo, dá uma olhada lá que você vai voltar para o foco.

3. Lembre-se do que o motivou

Independente de qual pilar o motivou a participar do movimento, lembre-se sempre dele e pense que está ajudando o planeta a ser um lugar melhor. Quando pensamos assim, ficamos mais encorajados a continuar.

4. Conheça restaurantes veganos

Que tal passar a frequentar restaurantes veganos às segundas-feira? Dessa forma, você não vai ficar com vontade de comer carne e vai conhecer pratos e sabores diferentes, que talvez até faça você ficar com vontade de voltar lá em outros dias da semana.

5. Aprenda receitas sem carne

Se você não é de comer fora, então é melhor se preparar. O reino vegetal é enorme e existem várias receitas deliciosas que você pode fazer para tirar os animais do seu prato nesse dia da semana.

6. Entenda mais sobre vegetarianismo e veganismo

Busque informações sobre estilos de vida vegano e vegetariano e veja como essas pessoas se alimentam para fazer você se inspirar em continuar esse movimento em todos os dias da semana. Já pensou o bem danado que você vai fazer para o planeta?

E então, agora não tem mais desculpas para não adotar a segunda sem carne, não é mesmo? Você já sabe de onde surgiu, os impactos que ela visa diminuir e como começar nesse movimento. Agora é só esperar a próxima segunda-feira e manda bala!

Se você quiser saber mais dicas sobre os impactos de todo o consumo do reino animal assine a nossa newsletter e receba notícias semanalmente!

Bianca SilvaSegunda sem Carne: o que é esse movimento e como começar

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